5. RESULTADOS

A análise do protótipo permitiu compreender seu comportamento em diferentes condições de umidade do solo, identificar limitações do sensor resistivo, validar a lógica de acionamento da bomba e avaliar melhorias no ciclo de leitura. Os testes foram realizados em solo seco, úmido e saturado, permitindo observar a resposta do sistema, consumo energético, precisão das leituras e estabilidade estrutural do protótipo durante o funcionamento contínuo.

EVOLUÇÃO DOS TESTES

Etapa 1 – Testes iniciais em simulação

Realizados no Tinkercad, validando leitura do sensor, exibição no LCD e uso da ponte H L298N para acionar a bomba. Foram detectados ruídos no sinal e necessidade de calibrar os limites de acionamento.

Etapa 2 – Protótipo físico inicial

Montagem na protoboard, testes em solo seco e úmido e avaliação da instabilidade do sensor resistivo em contato direto com água. Ajustes no tempo de leitura foram realizados.

Etapa 3 – Protótipo final em caixa de madeira

Testado por 3 horas contínuas com variações manuais de umidade, comprovando estabilidade e proteção dos componentes.

Sensor
Sensor

Estabilidade de leitura

Bomba
Bomba

Funcionamento contínuo

Bateria
Bateria

Autonomia média

Análise Técnica dos Indicadores

Sensor – 75%: o sensor resistivo apresentou grande sensibilidade após contato direto com a água, gerando oscilações bruscas. A solução temporária foi ampliar o intervalo de leitura de 1s para 5s.

Bomba – 90%: funcionamento contínuo estável, sem superaquecimento. A ponte H L298N permitiu acionamento seguro.

Bateria – 40%: as baterias 18650 limitaram o uso de dois LEDs e reduziram a autonomia total do sistema. O LED foi reduzido para apenas um, em modo piscante.

ANÁLISE DETALHADA

Nos testes, o sistema identificou corretamente as variações de umidade, ligando a bomba somente quando o solo atingia valores abaixo do limite de 30%. O LCD exibiu valores estáveis após ajustes no intervalo de leitura e a caixa de madeira garantiu proteção total dos componentes contra respingos.

O principal ajuste foi a mudança no intervalo de leitura do sensor, que passou de 1s para 5s. Isso reduziu acionamentos indevidos da bomba e estabilizou a leitura resistiva. A lógica da bomba também foi reprogramada para evitar liga/desliga frequentes.

  • Instabilidade do sensor resistivo em solo muito úmido.
  • Consumo energético elevado das primeiras versões com múltiplos LEDs.
  • Ruídos elétricos no sinal analógico, gerando picos falsos de leitura.
  • Ampliação do tempo de leitura para 5s.
  • Redução dos LEDs para apenas um em modo piscante.
  • Uso de caixa de madeira para proteção e estabilidade mecânica.
RESUMO DOS TESTES REALIZADOS
Condição do Solo Leitura Comportamento do Sistema
Solo totalmente seco Umidade baixa (< 30%) Bomba acionada imediatamente; LED piscante
Solo moderadamente úmido Entre 30% e 70% Bomba não acionada; sistema estável
Solo saturado > 90% Nenhum acionamento; leituras estáveis mesmo com contato com água
Operação contínua (3h) Variável Funcionamento correto; autonomia limitada
Abelha